Planejamento das etapas da obra, sendo:

Segundo nossa experiência de 20 anos no setor, chegamos a conclusão que a comparação entre os dois sistemas estruturais é errôneo.

            É como se comparássemos um Jipe com um Sedan comum, se fossemos utilizar o veiculo na cidade o melhor custo beneficio seria ô Sedan, se fossemos andar no campo, seria o Jipe, portanto embora ambos sejam carros, têm mercados, preços e público diferentes, pois oferecem vantagens e desvantagens diferentes.

            O Mesmo ocorre com o sistema estrutural a ser escolhido, cada um tem sua vantagem e sua desvantagem. Por isso depende muito do empreendimento para se saber qual sistema escolher.

            Devemos levar em conta o tamanho do empreendimento, função, cronograma, uso do imóvel, localização, e etc...

            Vamos aos extremos, se fossemos corrigir uma falha estrutural em uma viga ou em um pilar (concreto), obviamente que um pedreiro com um saco de cimento e um bom engenheiro o orientando sairia muito mais barato, que substituir por algum elemento metálico, pois haveria, deslocamento de pessoal especializado, escoras, material em excesso (perfis só são vendidos barras de 6m.), porem se fossemos construir um prédio alto como o Empire State, com certeza, economizaríamos com estrutura metálica, pois o consumo de concreto e aço (armadura) seria tão alto que superaria uma estrutura totalmente metálica.

            Percebe-se então que devemos levar em conta vários fatores antes de decidirmos qual sistema utilizar, não somente o preço, mas ô custo x beneficio.

            Um erro muito comum, na decisão, é cubicar o concreto, aplicar a armadura, e comparar com o preço da estrutura metálica. É errado pelo que já expusemos aqui, e fica ainda pior quando o responsável pela escolha esquece de levar em conta outros itens como formas, mão de obra, prazos, peso da estrutura, alto índice de perdas, e etc.

            Em toda construção em concreto armado, a perda é segundo estudos em torno de 33%, e na estrutura metálica não chega na pior das hipóteses á 10%,  num projeto bem feito fica em torno de 5%, já vimos casos onde não houve perdas, alem da economia de material, a obra fica limpa, e ainda se economiza com entulho.

            A estrutura metálica é mais leve, e mais esbelta, portanto economiza-se também nas fundações e isso também precisa ser levado em conta, numa comparação de custo x beneficio.

            O Concreto, tem um coeficiente de segurança alto, muito maior que o do aço, por que o concreto é um elemento artesanal, feito a mão, in loco, enquanto o aço é um elemento industrializado com toda uma tecnologia aplicada a ele, com controle de produção e qualidade, o que o torna um produto excelente e de ótimo custo x beneficio.

            O aço é um elemento altamente durável, uma estrutura feita dentro das normas praticamente não deteriora, e tem uma manutenção á longo prazo e barata (pintura basicamente), se for enclausurada dentro de alvenaria nem manutenção há. Temos estruturas metálicas com 300 anos na Europa, e nem eram feitas com aço de alta tecnologia como são, feitas hoje em dia. A ponte do Anhangabaú (SP) é um exemplo.

            O Aço ainda agrega valor á edificação, pois como é um material mais nobre, e mais durável, é um diferencial na hora da comercialização, torna o imóvel mais valorizado.

            A estrutura metálica da aos arquitetos muito mais liberdade de criação pois não há limites para a estrutura, tornando-se verdadeiras obras de arte. Temos vários exemplos na Europa.

            Porem a grande vantagem do aço, é o prazo.

            Em obras de cronograma apertado, é muito mais indicado; Se pegarmos todas as vantagens do aço a ainda assim aplicarmos na construção de um shopping por exemplo, devemos levar em conta, que o proprietário teria a obra entregue, muitos meses antes, e esses meses significam alugueis a mais para ele, portanto mesmo que alguém decidisse fazer a comparação, teria de levar este fato em consideração.

            Já num prédio residencial, onde o investidor vai vender o imóvel na planta, não é viável o aço, pois como ele é muito rápido, á obra estaria pronta antes do previsto e apertaria os prazos de pagamento dos compradores. Fixando em menos parcelas o imóvel, portanto mais caras, o que limitaria muito o nicho de mercado do empreendimento.

            Outro fator é a localização, e logística da obra, existem edificações em que o concreto onera muito o investidor, no caso de reforma de ambiente comercial; É demorado e o custo da espera é alto. Locais, onde não é viável fazer uma ou mais formas, por exemplo dentro de uma industria que vai continuar produzindo durante a obra.

            Percebe-se então, que não é preço x preço que decide um sistema estrutural adequado para uma obra, mas sim muitos fatores.

            Podemos também, trabalhar com estruturas mistas (concreto e aço), em galpões por exemplo onde os pilares são de concreto e a cobertura é de aço, como citamos pode ou não trazer benefícios depende dos fatores citados.

    

            Tentamos elucidar o máximo e mais sucintamente o caso, e estamos a disposição para ajudar tanto investidores, proprietários, arquitetos, e engenheiros.

 

Eng Gilberto Geron  

 

 
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